MEU NORDESTE.
POETAS :
JR ADELINO POMBAL PB E
ZÉ DE FRANÇA PAULISTA PB
Se a chuva todo ano
Visitasse o meu Nordeste
No concurso da fartura
A seca,a fome e a peste
Iriam ser reprovadas
Logo no primeiro teste.
Jr Adelino
Se as nuvens brancas do Leste ,
Chovessem mais no Sertão
O vestibular da seca ,
Se tivesse uma inscrição,
Quem fizesse tiraria
Nota "zero " em precisão
Ze de França
Seria uma negação
Esse concurso proposto,
No vestibular do inverno
Não iria sobrar posto,
Para os guardiões da fome
Nem se quer expor o rosto.
Jr Adelino
A chuva iria pôr gosto
No desgosto da caatinga ,
O balé da falta d'água
Perderia a sua ginga,
Tendo em média um meio litro
Em cada pingo que pinga
Ze de França
Da seca, a chuva se vinga
Vendo a babugem vingada
Se sente o sertão vingado
Quando a terra está molhada
Borrando o mapa da seca
Na caneta da enxada.
Jr Adelino
A goiabeira pelada
Ganharia outro vestido ,
O sentido do roceiro
Mudaria de sentido
Para nunca mais sentir
O sentimento sofrido
Zé de França
O sertão entristecido
Agradeceria tanto,
Vendo a nuvem chorar chuva
Na terra em forma de pranto
E mudando o guarda roupa
Da mata por todo canto.
Jr Adelino
O Mato faria um manto
Pra cobrir os pés do chão ,
Assistindo a clorofila
De tinta
Verde na mão
E a neve enrolando a
Serra
Num cobertor de algodão
Zé de França
O armazém de ração
Perderia a freguesia
Da vaca melhor de leite
O roceiro garantia
A sua compra do mês
E pagava a mercearia.
Jr Adelino
O 'Coremas " voltaria
Encher do fundo à parede ,
A (ANA ) não ficaria ,
O Piranhas "armava a rede ,
"
Pra balançar as piranhas
Que escaparem da sede
Zé de França
15/01/16
Parabens aos dois poetasJunior e Adeildo por traser de forma poetica a face real da nossa realidade.
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