A Rede Sustentabilidade entrou, nessa quinta-feira (29), com uma
notificação na Justiça eleitoral da Paraíba para obrigar o deputado
Manoel Junior (PMDB-PB) a tomar posse como vice do prefeito reeleito de
João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Desde outubro, quando ganhou a
eleição, o parlamentar tenta encontrar uma saída jurídica para não
assumir o cargo na prefeitura e, assim, manter o foro privilegiado de
parlamentar e continuar respondendo ao inquérito por corrupção, no
âmbito da Operação Lava Jato, apenas no Supremo Tribunal Federal (STF), e não ao juiz Sergio Moro, responsável pelas investigações na primeira instância.
A posse de Manoel Junior como vice-prefeito o obriga a renunciar ao
mandato de deputado federal e a conseqüência é a suspensão do privilégio
de ser julgado apenas pelo STF. O receio do congressista é perder o
foro privilegiado e passar a ser investigado pelo Ministério Público
Federal de Curitiba e julgado em primeira instância. “Se ele não tomar
posse ficará caracterizada a fraude eleitoral, o que é passível de
cassação dos mandatos do prefeito e do vice”, disse o advogado da Rede,
Márlon Reis.
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Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Manoel Junior e
outros deputados aliados de Cunha apresentaram em conjunto mais de 30
requerimentos com o objetivo de pressionar a empresa pelo pagamento do
prejuízo e receber propina em troca. Manoel Junior, Eduardo Cunha e
Funaro respondem pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de
dinheiro.
Estes requerimentos são instrumentos dos congressistas que obrigam os
órgãos do governo – inclusive ministérios, Receita Federal e Banco
Central – a fornecer informações consideradas sigilosas e estratégicas, e
pressionariam a Schahin a pagar a dívida com a Cebel.
A ação impetrada pela Rede é uma espécie de alerta preventivo feito
pelos advogados do partido em razão das notícias de que o congressista
estaria tentando evitar a posse, manter o mandato e escapar das
respostas ao juiz Sergio Moro. Os advogados do partido da ex-senadora
Marina Silva ameaçam pedir a cassação da chapa Luciano Cartaxo-Manoel
Castro por fraude caso o deputado não tome posse na prefeitura.
Procurado, o deputado Manoel Junior não respondeu ao Congresso em Foco.
Fonte Congresso em Foco

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