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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

"Um projeto de resgate da história"



O Projeto Consciência, Cor e Arte foi desenvolvido pela Escola Milton Pessoa, localizada na zona rural da cidade de Triunfo, Sertão do estado de Pernambuco, e implantado em duas comunidades quilombolas do entorno escolar, a saber: Águas Claras e Livramento. O projeto surge com o objetivo de resgatar/desenvolver, nos jovens, o sentimento de empatia pela história e pela cultura de suas comunidades, buscando que os mesmos se autorreconheçam enquanto negros, através da valorização de sua identidade quilombola.

A motivação inicial para elaboração do projeto surge após relatos de alunos advindos dessas comunidades sobre xingamentos de cunho racista que vinham sendo praticados no caminho para escola entre alguns dos jovens dessas localidades. Nesse sentido, esses alunos procuram os professores e, juntos, pensaram saídas para este problema. É neste momento que surge a ideia de um projeto.

No entanto, seria necessário que este fosse diferente dos demais para que se atingisse o objetivo. Sendo assim, definiu-se que o Projeto Consciência, Cor e Arte iria além dos portões da escola e suas atividades ocorreriam dentro das próprias comunidades, aos sábados. Além disso, foi dado aos alunos protagonismo e responsabilidades muito importantes para o desenvolvimento do projeto. Eles participaram desde a identificação da problemática a proposição de atividades, como também, no desenvolvimento efetivo das ações.

Ao colocar os próprios alunos para, junto com a escola, conduzirem o projeto objetivou-se cativar os jovens que não estavam engajados com a comunidade a participarem do projeto, facilitar a comunicação e mensurar o impacto de cada ação desenvolvida de maneira mais genuína.

Os jovens ficaram responsáveis pela panfletagem, pela organização do espaço e materiais, por ir em busca dos jovens e por repassar como estava sendo o desenvolvimento do projeto. Ao fim de cada oficina, cada participante escrevia ou falava o que tinha achado dela e o que gostaria que melhorasse. Assim, o projeto que surge a partir de uma problemática trazida pelos jovens, deu a eles o protagonismo necessário para que se sentissem autores e ativos em todo o processo.

As atividades ocorreram entre maio e novembro de 2018. Nesse período, oficinas de desenho, de cinematografia e de dança foram desenvolvidas, além disso, rodas de conversas com idosos e discussões sobre a realidade negra foram realizadas. Os resultados dessas atividades foram apresentados nas festividades da Consciência Negra de ambas as comunidades, por meio de apresentações de coreografias, mostra de desenhos e de dois curtas gravados nas duas comunidades pelos próprios jovens.

O projeto que esperava contar com 20 participantes, contou a participação de mais de 30 alunos durante os 7 meses de duração, surpreendendo a todos os evolvidos. Esses resultados mostram que a educação quando pensada pelos jovens, com os jovens e para os jovens tem frutos mais sólidos e exitosos. Através desse projeto, a escola quebrou a barreira do convencional e foi até onde o problema acontecia. A partir dessa experiência, suponho que seja este o caminho que a educação no Brasil deva seguir para, assim, poder realizar as transformações que ela é capaz de fazer.

Texto: Jeferson Pereira - Ativista pela educação e mestrando em economia, e coordenador do projeto.
Foto: Jéssica Freitas 

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Noite Cultural na Praça Arruda Câmara

Foto do espetáculo 
Em comemoração a Semana do Meio Ambiente - XVII SEMEIA, a Diaconia em parceria com  a Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, realizará noite cultural na Praça Arruda Câmara neste dia 01 de agosto a partir da 19h. Será apresentado o espetáculo teatral Céu Estrelado que trás como tema a questão das mudanças climáticas. O espetáculo será apresentado pelo grupo Pedra Polida da cidade de Camaragibe , composto por 20 atores e atrizes, sob direção de Anderson Abreu, figurinos, adereços e cenografia de Fábio Santana. 
Outra atração da noite será a apresentação do Balé Popular Express-arte  de Afogados da Ingazeira com um espetáculo de dança.

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JOVEM AGRICULTORA PARTICIPA DE EVENTO QUE ENVOLVE VÁRIOS PAÍSES DA AMERICA LATINA



sexta-feira, 29 de junho de 2018

Em julho tem Festa de São Cristóvão na zona rural de Flores

Vem aí de 4 a 7 de julho a 18ª Festa em homenagem a São Cristóvão Padroeiro do Sítio Matolotagem em Flores. Todas as noites haverá celebração da palavra, procissão e programações para homenagear diversas comunidades rurais, grupos religiosos, vaqueiros, agricultores, comerciantes, motoristas, catequistas e outros. E ainda vai ter muita animação no encerramento de cada noite.

Os Juízes da festa, Manoel Martins e Genaide Cirino, o pajem Ryan Rodrigues, a madrinha da bandeira, Tallita, e a rainha dos vaqueiros, Allany, convidam você e sua ilustríssima família. Participe! segue abaixo programação completa 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Coração Poeta

Foto: Sertão Poeta
A Poetisa Catarine Aragão, tem se destacado em todo Nordeste, apontada por gigantes do repente como umas das grandes revelações da Poesia na arte de declamar.



Catarine Aragão

Eu vim trazendo o desgosto
Da morte de um sonho lindo
Com o pranto banhando o rosto
Que outrora viveu sorrindo
Vim arrastando os meus passos
Pra ver se junto os pedaços
De um peito sem alegria
Vim com a alma abatida
Querendo encontrar guarida
Nos braços da poesia.


Eu vim procurar motivo
Pra querer seguir em frente
E vim tentar manter vivo
O amor que meu peito sente
Vim cercada de tristeza
Querendo ter a certeza
Que nem tudo está perdido
Vim com todo sacrifício
Pra despejar meu suplício
Dentro de um verso sofrido.

Eu vim fazer o meu pranto
Achar consolo na rima
E vim pra ver se levanto
Um pouco minha auto-estima
Com a alma pedindo tréguas
Eu vim cansada de léguas
Buscando paz e abrigo
Dentro de um mundo perverso
Fazendo o meu próprio verso
Me servir de ombro amigo.

Eu vim procurar meu eu
Entre os escombros do peito
E achar o que se perdeu
Pra ver se ainda tem jeito
Vim pelas desilusões
Tristezas e frustrações
Que me mantém inquieta
Buscar a minha poesia
Porque só ela alivia
Meu coração de poeta!


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

DESABAFO DE CABÔCO





(ONILDO BARBOSA)
1
Ah Dr. Cuma me dói
Arrescordá meu passado
Meu sertão de chão rachado
Pela seca arrinitente
Fica tudo diferente
No tempo da sequidão
É fôia seca no chão
Casa veia abandonada
Vacamorrendo atolada
Na lama do cacimbão
2
Num se avista nem anum!1
Dento do bosque esquesito,
Cabra, carnero, cabrito,
Morreno de um em um,
Menino magro doente,
E a mãe impaciente
Sem saber o que fazer,
E o pobre catingueiro,
Nos assêro do terrero,
Pedindo a DEUS pra chover.
3
Menina quage criança
Com o peito cheio de magua,
Vai ver se arruma água
Cum trez légua de distança
A muié magra coitada,
Guarda as panela imborcada,
Num girau véi da cosinha,
Os mulequim com emborná,
Correno atraz dum preá
Mode comer com farinha.
4
O sertanejo cabôco
Se embrenha nos tabulêro,
Intrupicano nos toco,
Pra ver se sarva um carnêro,
Que ta morreno de fome
Pois faz um mês que num come
Nem mandacaru tostado;
Só se avista flagelo,
E a morte com seu cutelo,
Matando gente adoidado.
5
Domingo dia de fera
É o maior sofrimento
O pobre pega uma cela,
Põe no lombo do jumento,
E sai caminhando à trote,
Passa riacho, serrote,
Tristonho, desanimado,
Vai falar com o budegueiro
Prá ver se sem ter dinheiro
Faz outra feira fiado.
6
Em casa a criança chora
Chega faz éco na serra
Gato mia, cabra berra,
A situação piora!!
Na rua o pobre se vinga
Enchendo a cara de pinga
Esquece o que ta passano,,
E a mãe em casa coitada
Consolano a fiarada
O dia inteiro esperano.
7
Quando ela perde a fé
Vai na casa da visinha
Pede um pouquim da farinha
Uma cuié de café
Cuma boa Mãe que é!!, Acomoda a fiarada
Sem durmir agoniada,
Vai pra porta ver a lua
Chega o marido da rua
Bêbado, com fome e sem nada. 
8
Toda caatinga se cala
Parece qui nem tem gente
E a cauã impaciente
Cantano fora de hora
As porta das casa veia
O vento abrino e fechano
Num tem mais ninguém morano
Qui a seca boto pá fora.
9
O gado mago morreno
Vítima da seca assassina
Nem um galo de campina
Canta pá nós escutar
Só a coruja agourenta
Dá uns gemido na gruta
Toda vez que a gente escuta
Dà vontade de chorá.
10
O ipê roôxo num fulora
Tamburíl nem catingueira
Nas moita de quixabeira
Num tem mais anum mara
Donde os numbú de pé roxo
Cantava de tardesinha 
E os bando de indurinha
Vinha se agazaiá.
11
A lua nasce branquinha
Iguá a casca de ôvo
Parece zombá do povo
Cada vez mais atraente
Os cadelim vira-lata
Detrás da porta ganindo
Parece qui ta sentindo
A dor que seu dono sente.
12
E os dr. Da política??
Nem óia pro cariri
Só fala de C.P.I.
Nesses ta de mensalão,
Chega na televisão
Mentindo de cara liza
Parece que nem precisa
Dos Matutim do sertão.
13
Será que esses deputado
Num vê qui foi n´s qui deu,
Que votou, que escreveu
No dia da inleição?
Com uns papezim na mão
Butemo lá o seu nome
E eles nem vê qui a fome 
Ta devorano o SERTÃO.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Encerramento da Festa de Mucambinho de Flores

Neste último sábado dia 20, ouve o encerramento das festividades da capela de São Sebastião do sítio Mucambinho -Flores, com a procissão seguido da missa, ao terminar as atividades religiosa, ouve o um Show com Fábio Rodrigues, no qual tivemos a honra de contar com a presença de várias comunidades vizinhas e um total estimado de umas 300 pessoas, dentre estes jovens, em sua maioria mulheres.
Por: Daniela Bras 


Versejando a vida...

João Muniz e Jozias Umbelino, dois poetas paraibanos. O primeiro é nascido, radicado e vivente nas terras de Itabaiana, agreste paraibano. O outro é sertanejo de Igaracy-PB, radicado em Malta-PB, mas vivente atualmente em Patos, capital do sertão Paraibano. Numa conversa poética, os dois vates nos presentearam com esses versos...

Versejando a  vida...

João Muniz

Umbelino quando fala
Gigante bravo se deita
A ventania se acalma
Qualquer poeta respeita
E a intriga de anos
Um perdão leal aceita.

Jozias Umbelino

A poesia perfeita
Nos versos de João Muniz
Faz a plateia sedenta
Dá um pulo de feliz
Bater palma em euforia
Gritando e pedindo "Biz"

 João Muniz

Jozias me faz feliz
Poeta faz grande falta 
Sou um amigo sincero
Que a emocão se exalta
Vai meu abraço fraterno
A o poeta de Malta.

Jozias Umbelino

Do jeito que me exalta
João Muniz é bem bacana
A poesia na alma
É assim que se emana
E eu mando meu abraço
Ao vate de Itabaiana

João Muniz

Todo dia da semana
No campo da nostalgia
Vivo a plena cultura
Poetas e poesia
E um desafio bom
De viola em cantoria.

Jozias Umbelino

É essa nossa alegria
Que pôe fim toda moleza
O poeta quando canta
Dá logo um fim na tristeza
Tendo sempre como a musa
O amor e a natureza

João Muniz

Poeta é fortaleza
É navio quando ancora
É o necta da flor
É o beija flor na flora
Poeta cantando a vida
Bota a tristeza pra fora.


Jozias Umbelino

No peito que o amor mora
Fica bonita a morada
A casa que abriga o verso
Fica linda e decorada
E o poeta se inspira
Numa bonita toada


João Muniz

A noite enluarada
O sabiá na canção
A abelha sobre a flor
A paisagem do sertão
São estimulos pra poetas
Enchendo de inspiração.

Jozias Umbelino 

 É a voz do coração
Vibrante na sinfonia
Dois poetas conversando
A prosa é poesia
Por isso que nossa terra
Transborda de alegria

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Cine Sesc exibe filmes de animação em Triunfo-PE hoje o filme de hoje é O castelo no Céu

O Sesc convida você triunfense e visitante para participar do Cine Sesc com a exibição de filmes de animação. Acontece de 15 a 19 de janeiro, a partir das 19 h no Cine Teatro Guarany. Todas mostras são abertas ao público, com entrada franca, Veja A programação completa no Site Triunfo Hoje .

Filme-O castelo no Céu

Foto: RTPTV
Sinopse 

Uma garota e um garoto em posse de um cristal mágico, tentam fugir de piratas agentes estrangeiros enquanto buscam por um lendário castelo que voa.
Classificação Livre

Animação/Aventura – 124 min

Ontem começou a XV festa de São Sebastião em Mucambinho e Flores

A  festa de São Sebastião que acontece todos os anos no sitio  Mucambinho e Flores-pe,  deste ano é a XV que acontece nos dias 17 a 20  de Janeiro com musicas e procissão. a comissão e shows ao vivo, organizadora organização convida todos e todas para participar desta grande festa. veja o convite e toda programação abaixo. 
 

domingo, 14 de janeiro de 2018

Poesia da Semana: Insonia



Esta poesia publicado faz parte da coletânea do Banco do Nordeste Maria Valéria Rezende

Insonia Por Renally Alves 

Já estou á três horas em meu leito
Desde que te falei-já vou dormir 
Tou lembrando do teu jeito perfeito
Que faz meu amor por ti se expandir

A saudade aperta o meu peito
 Me fazendo pensar não resistir
Ficar mais tempo sem eu dar um jeito
De ti ter, sem ver pra longe partir.

Me pergunto porque Deus quis assim
De você viver tão longe de mim
Mas sou grata por ter te conhecido.
E poder aprender todos os dias
Que saudade têm belas poesias

Do momento de amor por nós vivido.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Poesia da Semana: O Casal Preguiçoso









Poeta J Sousa
Com maria preguiçosa

Zé preguiça se casou
Foram morar numa casa
Que um preguiçoso doou
E o casal preguiçoso
Dizia: - como é gostoso
Ganhar uma casa de graça
Para a gente morar,
Onde nós íamos ficar
Sem preguiça em nossa raça?



Como zé preguiça tinha

Preguiça de trabalhar
Nada fazia na vida
Ia era mendigar
E maria preguiça
Com uma preguiça horrorosa
Nem sua casa varria
Ninguém visitava a ela
Só porque a casa dela
Com um chiqueiro parecia.



E enquanto zé preguiça

Pedia esmola na rua
A maria preguiçosa
Fazia a parte sua
Pegava uma criança
E saia na vizinhança
Pedindo açúcar e café
Pedia pra o filho sopa
E pra ela pedia roupa
E chinelo para o pé



Com pena de zé preguiça

Algum rico oferecia
Um emprego para ele
Mas zé preguiça dia:
- Olhe aqui meu rapaz,
Eu pedindo ganho mais
Do que trabalhar pra tu!
E ia pedir esmola
Conduzindo uma sacola
Que só fedia a timbu.



A maria preguiçosa

As vizinhas oferecia
Um emprego de doméstica
Mas a infeliz dizia:
- Trabalhar, só quem aguenta,
Minha dona, é jumenta,
Não vou trabalhar jamais,
É pedindo assim que eu
E zé o marido meu
A feira a gente faz



Esse casal só não tinha

Preguiça era de fazer
Toda noite amor na cama
Sem amor na cama ter
Na preguiça esse casal
Era mesmo sem igual
No mundo estava sozinho
Pra lutar não tinha plano
Mas nascia todo ano
Em casa um preguiçosinho.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

POESIA DA SEMANA: FIM DE ANO NO MEU SERTÃO É ASSIM

Nas festanças de fim de ano
No Sertão é bem assim
Os familiares vem chegando
 Pra passar ano que vai vim

Já começa antes do natal
A farra é pesada e a turma se agita
Festa como essa não tem igual
Mais faz churrasco e toma birita

As roupas não precisam ser bancas não
Os  abraços são com respeito e sinceridade
Os desejos são de paz amor e prosperidade
O mais corajoso é quem solta o foguetão

Hum o churrasco já está sendo preparado
Em uma Churrasqueira na hora improvisada
Porque não  se sabe se foi emprestado
Ou  se na verdade por alguém foi levada

Outros alimentos aqui é tradição
Buchada angu munguzá e rubacão
Galinha capoeira com arroz vermei e paçoca
Nem cachorro  come mais é porque não sobra

Todo ano reuni a família para comemorar
Uns recita poesia outros fica  a escutar
Uns choram, outros fica a sorri
Uns não se diverte, outros a se diverti

Cada um e cada uma do seu jeito
A passagem do ano todo mundo fás
Eu desejo do fundo do meu peito
Que todos tenha amor e paz

Por:RAIMUNDO BERTINO






segunda-feira, 1 de maio de 2017

Poesia da Semana: Exaltação ao Nordeste














Eita,Nordeste da peste,
Mesmo com toda sêca
Abandono e solidão,
Talvez pouca gente perceba
Que teu mapa aproximado
Tem forma de coração.
E se dizem que temos pobreza
E atribuem à natureza,
Contra isso,eu digo não.
Na verdade temos fartura
Do petróleo ao algodão.
Isso prova que temos riqueza
Embaixo e em cima do chão.
Procure por aí a fora
"Cabra" que acorda antes da aurora
E da enxada lança mão.
Procure mulher com dez filhos
Que quando a palma não alimenta
Bebem leite de jumenta
E nenhum dá pra ladrão
Procure por aí a fora
Quem melhor que a gente canta,
Quem melhor que a gente dança
Xote,xaxado e baião.
Procure no mundo uma cidade
Com a beleza e a claridade
Do luar do meu sertão.
Luiz Gonzaga de Moura

Fonte: Pensador uol  

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dedé Monteiro, o Papa da Poesia

Dedé Monteiro começou a escrever versos ainda criança, influenciado pelo pai, Antonio Rufino da Costa, que cantava cordéis enquanto trabalhava na roça. “Ele gostava tanto de poesia que aprendeu a ler através da literatura de cordel e trazia da feira alguns pra gente ler também. Sabia vários de cabeça e trabalhava na roça cantando. Acho que essa musicalidade do cordel foi ficando na alma da gente. Eu sou o mais velho de vários irmãos, e todos nós, com exceção de um que foi morar na Bahia, viramos poetas”, comemora com orgulho. - See more at: http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/dede-monteiro-o-papa-da-poesia/#sthash.EB2S5r6B.dpuf
Dedé Monteiro começou a escrever versos ainda criança, influenciado pelo pai, Antonio Rufino da Costa, que cantava cordéis enquanto trabalhava na roça. “Ele gostava tanto de poesia que aprendeu a ler através da literatura de cordel e trazia da feira alguns pra gente ler também. Sabia vários de cabeça e trabalhava na roça cantando. Acho que essa musicalidade do cordel foi ficando na alma da gente. Eu sou o mais velho de vários irmãos, e todos nós, com exceção de um que foi morar na Bahia, viramos poetas”, comemora com orgulho. - See more at: http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/dede-monteiro-o-papa-da-poesia/#sthash.EB2S5r6B.dpuf
 Dedé Monteiro tem quatro livros publicados, um CD de declamações e tem suas poesias publicadas em várias compilações de escritores pernambucanos
Dedé Monteiro tem quatro livros publicados, um CD de declamações e tem suas poesias publicadas em várias compilações de escritores pernambucanos - See more at: http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/dede-monteiro-o-papa-da-poesia/#sthash.EB2S5r6B.dpuf

Dedé Monteiro começou a escrever versos ainda criança, influenciado pelo pai, Antonio Rufino da Costa, que cantava cordéis enquanto trabalhava na roça. “Ele gostava tanto de poesia que aprendeu a ler através da literatura de cordel e trazia da feira alguns pra gente ler também. Sabia vários de cabeça e trabalhava na roça cantando. Acho que essa musicalidade do cordel foi ficando na alma da gente. Eu sou o mais velho de vários irmãos, e todos nós, com exceção de um que foi morar na Bahia, viramos poetas”, comemora com orgulho. fonte: Cul

A poesia

“Explicar a poesia Ninguém consegue explicar
É mais pesada que o chumbo
É leve igualmente o ar
É fina como cabelo
É bela como luar
Toca na alma da gente
Fazendo rir ou chorar
Faz a tristeza morrer
E o sonho ressuscitar
A poesia é ão santa
Que quando o poeta canta
Deus para pra escutar
A poesia seu menino
Como tudo que é divino
Não da pra gente pegar…”
Trecho da obra Explicar a Poesia de Dedé Monteiro
Já que não nos é possível Barrar as águas dos rios Para, durante os estios, Matar a sede terrível; Se o sol vai baixar o nível Da água que faz viver, É necessário aprender A não fazê-la ofendida. Se a água é fonte de vida, Não deixe a vida morrer. Nesta terra abençoada, Embora incompreendida, Mesmo sem ser respeitada, A água é fonte de vida. Fonte de vida e de paz, Porque sua falta traz Desespero e desprazer. Faça o que possível for, Trate a água com amor, Não deixe a vida morrer. Pra quem possui consciência, Nada traz mais desconforto Do que ver um rio morto No florescer da existência. O rio a pedir clemência Vendo a “ferida” crescer, E os doutores do poder Sem cuidar dessa ferida. Se a água é fonte de vida, Não deixe a vida morrer. Recife, o Capibaribe, Em São Paulo, o Tietê: Fossas que o descaso exibe... E as providências, cadê?... Se a responsabilidade Não renascer de verdade, Pra coisa ser revertida, Como uma espécie que afronta, A morte vai tomar conta, Matando a Fonte da Vida. Em lugar de carro-pipa Que tanto nos faz sofrer, Poços, cisternas, açudes... Água pra sobreviver. A sagrada natureza Exige a nossa defesa Pra vida ser revivida. Façamos, pois, por favor, Uma corrente de amor Em prol da Fonte da Vida! Dedé Monteiro - Tabira/2004

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Já que não nos é possível Barrar as águas dos rios Para, durante os estios, Matar a sede terrível; Se o sol vai baixar o nível Da água que faz viver, É necessário aprender A não fazê-la ofendida. Se a água é fonte de vida, Não deixe a vida morrer. Nesta terra abençoada, Embora incompreendida, Mesmo sem ser respeitada, A água é fonte de vida. Fonte de vida e de paz, Porque sua falta traz Desespero e desprazer. Faça o que possível for, Trate a água com amor, Não deixe a vida morrer. Pra quem possui consciência, Nada traz mais desconforto Do que ver um rio morto No florescer da existência. O rio a pedir clemência Vendo a “ferida” crescer, E os doutores do poder Sem cuidar dessa ferida. Se a água é fonte de vida, Não deixe a vida morrer. Recife, o Capibaribe, Em São Paulo, o Tietê: Fossas que o descaso exibe... E as providências, cadê?... Se a responsabilidade Não renascer de verdade, Pra coisa ser revertida, Como uma espécie que afronta, A morte vai tomar conta, Matando a Fonte da Vida. Em lugar de carro-pipa Que tanto nos faz sofrer, Poços, cisternas, açudes... Água pra sobreviver. A sagrada natureza Exige a nossa defesa Pra vida ser revivida. Façamos, pois, por favor, Uma corrente de amor Em prol da Fonte da Vida! Dedé Monteiro - Tabira/2004

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Já que não nos é possível Barrar as águas dos rios Para, durante os estios, Matar a sede terrível; Se o sol vai baixar o nível Da água que faz viver, É necessário aprender A não fazê-la ofendida. Se a água é fonte de vida, Não deixe a vida morrer. Nesta terra abençoada, Embora incompreendida, Mesmo sem ser respeitada, A água é fonte de vida. Fonte de vida e de paz, Porque sua falta traz Desespero e desprazer. Faça o que possível for, Trate a água com amor, Não deixe a vida morrer. Pra quem possui consciência, Nada traz mais desconforto Do que ver um rio morto No florescer da existência. O rio a pedir clemência Vendo a “ferida” crescer, E os doutores do poder Sem cuidar dessa ferida. Se a água é fonte de vida, Não deixe a vida morrer. Recife, o Capibaribe, Em São Paulo, o Tietê: Fossas que o descaso exibe... E as providências, cadê?... Se a responsabilidade Não renascer de verdade, Pra coisa ser revertida, Como uma espécie que afronta, A morte vai tomar conta, Matando a Fonte da Vida. Em lugar de carro-pipa Que tanto nos faz sofrer, Poços, cisternas, açudes... Água pra sobreviver. A sagrada natureza Exige a nossa defesa Pra vida ser revivida. Façamos, pois, por favor, Uma corrente de amor Em prol da Fonte da Vida! Dedé Monteiro - Tabira/2004

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