Foto: Jéssica Freitas
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019
"Um projeto de resgate da história"
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Noite Cultural na Praça Arruda Câmara
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| Foto do espetáculo |
Em comemoração a Semana do Meio Ambiente - XVII SEMEIA, a Diaconia em parceria com a Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, realizará noite cultural na Praça Arruda Câmara neste dia 01 de agosto a partir da 19h. Será apresentado o espetáculo teatral Céu Estrelado que trás como tema a questão das mudanças climáticas. O espetáculo será apresentado pelo grupo Pedra Polida da cidade de Camaragibe , composto por 20 atores e atrizes, sob direção de Anderson Abreu, figurinos, adereços e cenografia de Fábio Santana.
Outra atração da noite será a apresentação do Balé Popular Express-arte de Afogados da Ingazeira com um espetáculo de dança.
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sexta-feira, 29 de junho de 2018
Em julho tem Festa de São Cristóvão na zona rural de Flores
Vem aí de 4 a 7 de julho a 18ª Festa em homenagem a São Cristóvão Padroeiro do Sítio Matolotagem em Flores. Todas as noites haverá celebração da palavra, procissão e programações para homenagear diversas comunidades rurais, grupos religiosos, vaqueiros, agricultores, comerciantes, motoristas, catequistas e outros. E ainda vai ter muita animação no encerramento de cada noite.
Os Juízes da festa, Manoel Martins e Genaide Cirino, o pajem Ryan Rodrigues, a madrinha da bandeira, Tallita, e a rainha dos vaqueiros, Allany, convidam você e sua ilustríssima família. Participe! segue abaixo programação completa
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Coração Poeta
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| Foto: Sertão Poeta |
A Poetisa Catarine Aragão, tem se destacado em todo Nordeste, apontada por gigantes do repente como umas das grandes revelações da Poesia na arte de declamar.
Catarine Aragão
Eu vim trazendo o desgosto
Da morte de um sonho lindo
Com o pranto banhando o rosto
Que outrora viveu sorrindo
Vim arrastando os meus passos
Pra ver se junto os pedaços
De um peito sem alegria
Vim com a alma abatida
Querendo encontrar guarida
Nos braços da poesia.
Eu vim procurar motivo
Pra querer seguir em frente
E vim tentar manter vivo
O amor que meu peito sente
Vim cercada de tristeza
Querendo ter a certeza
Que nem tudo está perdido
Vim com todo sacrifício
Pra despejar meu suplício
Dentro de um verso sofrido.
Eu vim fazer o meu pranto
Achar consolo na rima
E vim pra ver se levanto
Um pouco minha auto-estima
Com a alma pedindo tréguas
Eu vim cansada de léguas
Buscando paz e abrigo
Dentro de um mundo perverso
Fazendo o meu próprio verso
Me servir de ombro amigo.
Eu vim procurar meu eu
Entre os escombros do peito
E achar o que se perdeu
Pra ver se ainda tem jeito
Vim pelas desilusões
Tristezas e frustrações
Que me mantém inquieta
Buscar a minha poesia
Porque só ela alivia
Meu coração de poeta!
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
DESABAFO DE CABÔCO
(ONILDO BARBOSA)
1
Ah Dr. Cuma me dói
Arrescordá meu passado
Meu sertão de chão rachado
Pela seca arrinitente
Fica tudo diferente
No tempo da sequidão
É fôia seca no chão
Casa veia abandonada
Vacamorrendo atolada
Na lama do cacimbão
2
Num se avista nem anum!1
Dento do bosque esquesito,
Cabra, carnero, cabrito,
Morreno de um em um,
Menino magro doente,
E a mãe impaciente
Sem saber o que fazer,
E o pobre catingueiro,
Nos assêro do terrero,
Pedindo a DEUS pra chover.
3
Menina quage criança
Com o peito cheio de magua,
Vai ver se arruma água
Cum trez légua de distança
A muié magra coitada,
Guarda as panela imborcada,
Num girau véi da cosinha,
Os mulequim com emborná,
Correno atraz dum preá
Mode comer com farinha.
4
O sertanejo cabôco
Se embrenha nos tabulêro,
Intrupicano nos toco,
Pra ver se sarva um carnêro,
Que ta morreno de fome
Pois faz um mês que num come
Nem mandacaru tostado;
Só se avista flagelo,
E a morte com seu cutelo,
Matando gente adoidado.
5
Domingo dia de fera
É o maior sofrimento
O pobre pega uma cela,
Põe no lombo do jumento,
E sai caminhando à trote,
Passa riacho, serrote,
Tristonho, desanimado,
Vai falar com o budegueiro
Prá ver se sem ter dinheiro
Faz outra feira fiado.
6
Em casa a criança chora
Chega faz éco na serra
Gato mia, cabra berra,
A situação piora!!
Na rua o pobre se vinga
Enchendo a cara de pinga
Esquece o que ta passano,,
E a mãe em casa coitada
Consolano a fiarada
O dia inteiro esperano.
7
Quando ela perde a fé
Vai na casa da visinha
Pede um pouquim da farinha
Uma cuié de café
Cuma boa Mãe que é!!, Acomoda a fiarada
Sem durmir agoniada,
Vai pra porta ver a lua
Chega o marido da rua
Bêbado, com fome e sem nada.
8
Toda caatinga se cala
Parece qui nem tem gente
E a cauã impaciente
Cantano fora de hora
As porta das casa veia
O vento abrino e fechano
Num tem mais ninguém morano
Qui a seca boto pá fora.
9
O gado mago morreno
Vítima da seca assassina
Nem um galo de campina
Canta pá nós escutar
Só a coruja agourenta
Dá uns gemido na gruta
Toda vez que a gente escuta
Dà vontade de chorá.
10
O ipê roôxo num fulora
Tamburíl nem catingueira
Nas moita de quixabeira
Num tem mais anum mara
Donde os numbú de pé roxo
Cantava de tardesinha
E os bando de indurinha
Vinha se agazaiá.
11
A lua nasce branquinha
Iguá a casca de ôvo
Parece zombá do povo
Cada vez mais atraente
Os cadelim vira-lata
Detrás da porta ganindo
Parece qui ta sentindo
A dor que seu dono sente.
12
E os dr. Da política??
Nem óia pro cariri
Só fala de C.P.I.
Nesses ta de mensalão,
Chega na televisão
Mentindo de cara liza
Parece que nem precisa
Dos Matutim do sertão.
13
Será que esses deputado
Num vê qui foi n´s qui deu,
Que votou, que escreveu
No dia da inleição?
Com uns papezim na mão
Butemo lá o seu nome
E eles nem vê qui a fome
Ta devorano o SERTÃO.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Encerramento da Festa de Mucambinho de Flores
Neste último sábado dia 20, ouve o encerramento das festividades da capela de São Sebastião do sítio Mucambinho -Flores, com a procissão seguido da missa, ao terminar as atividades religiosa, ouve o um Show com Fábio Rodrigues, no qual tivemos a honra de contar com a presença de várias comunidades vizinhas e um total estimado de umas 300 pessoas, dentre estes jovens, em sua maioria mulheres.
Por: Daniela Bras
Versejando a vida...
João Muniz e Jozias Umbelino, dois poetas paraibanos. O primeiro é nascido, radicado e vivente nas terras de Itabaiana, agreste paraibano. O outro é sertanejo de Igaracy-PB, radicado em Malta-PB, mas vivente atualmente em Patos, capital do sertão Paraibano. Numa conversa poética, os dois vates nos presentearam com esses versos...
Versejando a vida...
João Muniz
Umbelino quando fala
Gigante bravo se deita
A ventania se acalma
Qualquer poeta respeita
E a intriga de anos
Um perdão leal aceita.
Jozias Umbelino
A poesia perfeita
Nos versos de João Muniz
Faz a plateia sedenta
Dá um pulo de feliz
Bater palma em euforia
Gritando e pedindo "Biz"
João Muniz
Jozias me faz feliz
Poeta faz grande falta
Sou um amigo sincero
Que a emocão se exalta
Vai meu abraço fraterno
A o poeta de Malta.
Jozias Umbelino
Do jeito que me exalta
João Muniz é bem bacana
A poesia na alma
É assim que se emana
E eu mando meu abraço
Ao vate de Itabaiana
João Muniz
Todo dia da semana
No campo da nostalgia
Vivo a plena cultura
Poetas e poesia
E um desafio bom
De viola em cantoria.
Jozias Umbelino
É essa nossa alegria
Que pôe fim toda moleza
O poeta quando canta
Dá logo um fim na tristeza
Tendo sempre como a musa
O amor e a natureza
João Muniz
Poeta é fortaleza
É navio quando ancora
É o necta da flor
É o beija flor na flora
Poeta cantando a vida
Bota a tristeza pra fora.
Jozias Umbelino
No peito que o amor mora
Fica bonita a morada
A casa que abriga o verso
Fica linda e decorada
E o poeta se inspira
Numa bonita toada
João Muniz
A noite enluarada
O sabiá na canção
A abelha sobre a flor
A paisagem do sertão
São estimulos pra poetas
Enchendo de inspiração.
Jozias Umbelino
É a voz do coração
Vibrante na sinfonia
Dois poetas conversando
A prosa é poesia
Por isso que nossa terra
Transborda de alegria
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Cine Sesc exibe filmes de animação em Triunfo-PE hoje o filme de hoje é O castelo no Céu
O Sesc convida você triunfense e visitante para participar do Cine Sesc com a exibição de filmes de animação. Acontece de 15 a 19 de janeiro, a partir das 19 h no Cine Teatro Guarany. Todas mostras são abertas ao público, com entrada franca, Veja A programação completa no Site Triunfo Hoje .
Filme-O castelo no Céu
Sinopse
Filme-O castelo no Céu
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| Foto: RTPTV |
Uma garota e um garoto em posse de um cristal mágico, tentam fugir de piratas agentes estrangeiros enquanto buscam por um lendário castelo que voa.
Classificação Livre
Animação/Aventura – 124 min
Ontem começou a XV festa de São Sebastião em Mucambinho e Flores
A festa de São Sebastião que acontece todos os anos no sitio Mucambinho e Flores-pe, deste ano é a XV que acontece nos dias 17 a 20 de Janeiro com musicas e procissão. a comissão e shows ao vivo, organizadora organização convida todos e todas para participar desta grande festa. veja o convite e toda programação abaixo.
domingo, 14 de janeiro de 2018
Poesia da Semana: Insonia
Esta poesia publicado faz parte da coletânea do Banco do Nordeste Maria Valéria Rezende
Insonia Por Renally Alves
Insonia Por Renally Alves
Já estou á
três horas em meu leito
Desde que te
falei-já vou dormir
Tou lembrando do teu jeito
perfeito
Que faz meu
amor por ti se expandir
A saudade
aperta o meu peito
Me fazendo pensar não resistir
Ficar mais
tempo sem eu dar um jeito
De ti ter,
sem ver pra longe partir.
Me pergunto porque Deus quis assim
De você
viver tão longe de mim
Mas sou
grata por ter te conhecido.
E poder
aprender todos os dias
Que saudade
têm belas poesias
Do momento
de amor por nós vivido.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Poesia da Semana: O Casal Preguiçoso
Poeta J Sousa
Com maria preguiçosa
Zé preguiça se casou
Foram morar numa casa
Que um preguiçoso doou
E o casal preguiçoso
Dizia: - como é gostoso
Ganhar uma casa de graça
Para a gente morar,
Onde nós íamos ficar
Sem preguiça em nossa raça?
Como zé preguiça tinha
Preguiça de trabalhar
Nada fazia na vida
Ia era mendigar
E maria preguiça
Com uma preguiça horrorosa
Nem sua casa varria
Ninguém visitava a ela
Só porque a casa dela
Com um chiqueiro parecia.
E enquanto zé preguiça
Pedia esmola na rua
A maria preguiçosa
Fazia a parte sua
Pegava uma criança
E saia na vizinhança
Pedindo açúcar e café
Pedia pra o filho sopa
E pra ela pedia roupa
E chinelo para o pé
Com pena de zé preguiça
Algum rico oferecia
Um emprego para ele
Mas zé preguiça dia:
- Olhe aqui meu rapaz,
Eu pedindo ganho mais
Do que trabalhar pra tu!
E ia pedir esmola
Conduzindo uma sacola
Que só fedia a timbu.
A maria preguiçosa
As vizinhas oferecia
Um emprego de doméstica
Mas a infeliz dizia:
- Trabalhar, só quem aguenta,
Minha dona, é jumenta,
Não vou trabalhar jamais,
É pedindo assim que eu
E zé o marido meu
A feira a gente faz
Esse casal só não tinha
Preguiça era de fazer
Toda noite amor na cama
Sem amor na cama ter
Na preguiça esse casal
Era mesmo sem igual
No mundo estava sozinho
Pra lutar não tinha plano
Mas nascia todo ano
Em casa um preguiçosinho.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
POESIA DA SEMANA: FIM DE ANO NO MEU SERTÃO É ASSIM
Nas festanças de fim de ano
No Sertão é bem assim
Os familiares vem chegando
Pra passar ano que vai vim
Já começa antes do natal
A farra é pesada e a turma se agita
Festa como essa não tem igual
Mais faz churrasco e toma birita
As roupas não precisam ser bancas não
Os abraços são com respeito e sinceridade
Os desejos são de paz amor e prosperidade
O mais corajoso é quem solta o foguetão
Hum o churrasco já está sendo preparado
Em uma Churrasqueira na hora improvisada
Porque não se sabe se foi emprestado
Ou se na verdade por alguém foi levada
Outros alimentos aqui é tradição
Buchada angu munguzá e rubacão
Galinha capoeira com arroz vermei e paçoca
Nem cachorro come mais é porque não sobra
Todo ano reuni a família para comemorar
Uns recita poesia outros fica a escutar
Uns choram, outros fica a sorri
Uns não se diverte, outros a se diverti
Cada um e cada uma do seu jeito
A passagem do ano todo mundo fás
Eu desejo do fundo do meu peito
Que todos tenha amor e paz
Por:RAIMUNDO BERTINO
No Sertão é bem assim
Os familiares vem chegando
Pra passar ano que vai vim
Já começa antes do natal
A farra é pesada e a turma se agita
Festa como essa não tem igual
Mais faz churrasco e toma birita
As roupas não precisam ser bancas não
Os abraços são com respeito e sinceridade
Os desejos são de paz amor e prosperidade
O mais corajoso é quem solta o foguetão
Hum o churrasco já está sendo preparado
Em uma Churrasqueira na hora improvisada
Porque não se sabe se foi emprestado
Ou se na verdade por alguém foi levada
Outros alimentos aqui é tradição
Buchada angu munguzá e rubacão
Galinha capoeira com arroz vermei e paçoca
Nem cachorro come mais é porque não sobra
Todo ano reuni a família para comemorar
Uns recita poesia outros fica a escutar
Uns choram, outros fica a sorri
Uns não se diverte, outros a se diverti
Cada um e cada uma do seu jeito
A passagem do ano todo mundo fás
Eu desejo do fundo do meu peito
Que todos tenha amor e paz
Por:RAIMUNDO BERTINO
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Poesia da Semana: Exaltação ao Nordeste
Eita,Nordeste da peste,
Mesmo com toda sêca
Abandono e solidão,
Talvez pouca gente perceba
Que teu mapa aproximado
Tem forma de coração.
E se dizem que temos pobreza
E atribuem à natureza,
Contra isso,eu digo não.
Na verdade temos fartura
Do petróleo ao algodão.
Isso prova que temos riqueza
Embaixo e em cima do chão.
Procure por aí a fora
"Cabra" que acorda antes da aurora
E da enxada lança mão.
Procure mulher com dez filhos
Que quando a palma não alimenta
Bebem leite de jumenta
E nenhum dá pra ladrão
Procure por aí a fora
Quem melhor que a gente canta,
Quem melhor que a gente dança
Xote,xaxado e baião.
Procure no mundo uma cidade
Com a beleza e a claridade
Do luar do meu sertão.
Fonte: Pensador uol
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Dedé Monteiro, o Papa da Poesia
Dedé
Monteiro começou a escrever versos ainda criança, influenciado pelo
pai, Antonio Rufino da Costa, que cantava cordéis enquanto trabalhava na
roça. “Ele gostava tanto de poesia que aprendeu a ler através da
literatura de cordel e trazia da feira alguns pra gente ler também.
Sabia vários de cabeça e trabalhava na roça cantando. Acho que essa
musicalidade do cordel foi ficando na alma da gente. Eu sou o mais velho
de vários irmãos, e todos nós, com exceção de um que foi morar na
Bahia, viramos poetas”, comemora com orgulho. - See more at:
http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/dede-monteiro-o-papa-da-poesia/#sthash.EB2S5r6B.dpuf
Dedé
Monteiro começou a escrever versos ainda criança, influenciado pelo
pai, Antonio Rufino da Costa, que cantava cordéis enquanto trabalhava na
roça. “Ele gostava tanto de poesia que aprendeu a ler através da
literatura de cordel e trazia da feira alguns pra gente ler também.
Sabia vários de cabeça e trabalhava na roça cantando. Acho que essa
musicalidade do cordel foi ficando na alma da gente. Eu sou o mais velho
de vários irmãos, e todos nós, com exceção de um que foi morar na
Bahia, viramos poetas”, comemora com orgulho. - See more at:
http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/dede-monteiro-o-papa-da-poesia/#sthash.EB2S5r6B.dpuf
Dedé Monteiro começou a escrever versos ainda criança, influenciado pelo pai, Antonio Rufino da Costa, que cantava cordéis enquanto trabalhava na roça. “Ele gostava tanto de poesia que aprendeu a ler através da literatura de cordel e trazia da feira alguns pra gente ler também. Sabia vários de cabeça e trabalhava na roça cantando. Acho que essa musicalidade do cordel foi ficando na alma da gente. Eu sou o mais velho de vários irmãos, e todos nós, com exceção de um que foi morar na Bahia, viramos poetas”, comemora com orgulho. fonte: Cul
A poesia
“Explicar a poesia
Ninguém consegue explicar
É mais pesada que o chumbo
É leve igualmente o ar
É fina como cabelo
É bela como luar
Toca na alma da gente
Fazendo rir ou chorar
Faz a tristeza morrer
E o sonho ressuscitar
A poesia é ão santa
Que quando o poeta canta
Deus para pra escutar
A poesia seu menino
Como tudo que é divino
Não da pra gente pegar…”
É mais pesada que o chumbo
É leve igualmente o ar
É fina como cabelo
É bela como luar
Toca na alma da gente
Fazendo rir ou chorar
Faz a tristeza morrer
E o sonho ressuscitar
A poesia é ão santa
Que quando o poeta canta
Deus para pra escutar
A poesia seu menino
Como tudo que é divino
Não da pra gente pegar…”
Trecho da obra Explicar a Poesia de Dedé Monteiro
Já que não nos é possível
Barrar as águas dos rios
Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
Se o sol vai baixar o nível
Da água que faz viver,
É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
Fonte de vida e de paz,
Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
Não deixe a vida morrer.
Pra quem possui consciência,
Nada traz mais desconforto
Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
E os doutores do poder
Sem cuidar dessa ferida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Recife, o Capibaribe,
Em São Paulo, o Tietê:
Fossas que o descaso exibe...
E as providências, cadê?...
Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
Como uma espécie que afronta,
A morte vai tomar conta,
Matando a Fonte da Vida.
Em lugar de carro-pipa
Que tanto nos faz sofrer,
Poços, cisternas, açudes...
Água pra sobreviver.
A sagrada natureza
Exige a nossa defesa
Pra vida ser revivida.
Façamos, pois, por favor,
Uma corrente de amor
Em prol da Fonte da Vida!
Dedé Monteiro - Tabira/2004
Cheap Offers: http://bit.ly/gadgets_cheap
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Já que não nos é possível
Barrar as águas dos rios
Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
Se o sol vai baixar o nível
Da água que faz viver,
É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
Fonte de vida e de paz,
Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
Não deixe a vida morrer.
Pra quem possui consciência,
Nada traz mais desconforto
Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
E os doutores do poder
Sem cuidar dessa ferida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Recife, o Capibaribe,
Em São Paulo, o Tietê:
Fossas que o descaso exibe...
E as providências, cadê?...
Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
Como uma espécie que afronta,
A morte vai tomar conta,
Matando a Fonte da Vida.
Em lugar de carro-pipa
Que tanto nos faz sofrer,
Poços, cisternas, açudes...
Água pra sobreviver.
A sagrada natureza
Exige a nossa defesa
Pra vida ser revivida.
Façamos, pois, por favor,
Uma corrente de amor
Em prol da Fonte da Vida!
Dedé Monteiro - Tabira/2004
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Barrar as águas dos rios
Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
Se o sol vai baixar o nível
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É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
Fonte de vida e de paz,
Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
Não deixe a vida morrer.
Pra quem possui consciência,
Nada traz mais desconforto
Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
E os doutores do poder
Sem cuidar dessa ferida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Recife, o Capibaribe,
Em São Paulo, o Tietê:
Fossas que o descaso exibe...
E as providências, cadê?...
Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
Como uma espécie que afronta,
A morte vai tomar conta,
Matando a Fonte da Vida.
Em lugar de carro-pipa
Que tanto nos faz sofrer,
Poços, cisternas, açudes...
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Já que não nos é possível
Barrar as águas dos rios
Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
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É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
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Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
Não deixe a vida morrer.
Pra quem possui consciência,
Nada traz mais desconforto
Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
E os doutores do poder
Sem cuidar dessa ferida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Recife, o Capibaribe,
Em São Paulo, o Tietê:
Fossas que o descaso exibe...
E as providências, cadê?...
Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
Como uma espécie que afronta,
A morte vai tomar conta,
Matando a Fonte da Vida.
Em lugar de carro-pipa
Que tanto nos faz sofrer,
Poços, cisternas, açudes...
Água pra sobreviver.
A sagrada natureza
Exige a nossa defesa
Pra vida ser revivida.
Façamos, pois, por favor,
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Não deixe a vida morrer.
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Mesmo sem ser respeitada,
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Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
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Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
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Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
Se o sol vai baixar o nível
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É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
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Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
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No florescer da existência.
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Não deixe a vida morrer.
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Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
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A morte vai tomar conta,
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A sagrada natureza
Exige a nossa defesa
Pra vida ser revivida.
Façamos, pois, por favor,
Uma corrente de amor
Em prol da Fonte da Vida!
Dedé Monteiro - Tabira/2004
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Já que não nos é possível
Barrar as águas dos rios
Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
Se o sol vai baixar o nível
Da água que faz viver,
É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
Fonte de vida e de paz,
Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
Não deixe a vida morrer.
Pra quem possui consciência,
Nada traz mais desconforto
Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
E os doutores do poder
Sem cuidar dessa ferida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Recife, o Capibaribe,
Em São Paulo, o Tietê:
Fossas que o descaso exibe...
E as providências, cadê?...
Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
Como uma espécie que afronta,
A morte vai tomar conta,
Matando a Fonte da Vida.
Em lugar de carro-pipa
Que tanto nos faz sofrer,
Poços, cisternas, açudes...
Água pra sobreviver.
A sagrada natureza
Exige a nossa defesa
Pra vida ser revivida.
Façamos, pois, por favor,
Uma corrente de amor
Em prol da Fonte da Vida!
Dedé Monteiro - Tabira/2004
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Já que não nos é possível
Barrar as águas dos rios
Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
Se o sol vai baixar o nível
Da água que faz viver,
É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
Fonte de vida e de paz,
Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
Não deixe a vida morrer.
Pra quem possui consciência,
Nada traz mais desconforto
Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
E os doutores do poder
Sem cuidar dessa ferida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.
Recife, o Capibaribe,
Em São Paulo, o Tietê:
Fossas que o descaso exibe...
E as providências, cadê?...
Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
Como uma espécie que afronta,
A morte vai tomar conta,
Matando a Fonte da Vida.
Em lugar de carro-pipa
Que tanto nos faz sofrer,
Poços, cisternas, açudes...
Água pra sobreviver.
A sagrada natureza
Exige a nossa defesa
Pra vida ser revivida.
Façamos, pois, por favor,
Uma corrente de amor
Em prol da Fonte da Vida!
Dedé Monteiro - Tabira/2004
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