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domingo, 22 de janeiro de 2017
Causo do dia: O burro e o engenheiro
O BRASIL QUE EU DESENHO
Por Jozias Umbelino
Um convite eu não posso recusar
Pra falar sobre as coisas do país
E por isso estou bem animado
Na verdade estou é bem feliz
Pra falar do Brasil com muito amor
Pra pintar o país com minha cor
Enfeitando de vez nossa matiz
O país que eu tenho desenhado
É o Brasil infinito de beleza
E de gente que gosta de lutar
O Brasil Que possui grande riqueza
O Brasil de riqueza cultural
O Brasil que herdei de Portugal
O país de pungente natureza
O Brasil que deu luz para Zumbi
Transformando de vez a consciência
Que na luta devemos despertar
O valor que possui a resistência
O Brasil que deu luz a Tiradentes
E esperança pra nossas grandes mentes
Entender o que é resiliência
O país que cultiva a ciência
Nos achados do grande Carlos Chaga
Nos escritos do mestre Paulo Freire
Grandes mentes que vivem numa saga
Aires Brito, filósofo de valor
Rui Barbosa, o grande orador
Deixou marcas que a história não apaga
O nosso país é muito grande
Há quem diga que temos muita sorte
Pois aqui tem belezas naturais
Desde o leste a oeste, sul a norte
Tem aqui o Maior Rio do mundo
Tem o solo mais rico e mais fecundo
Que nos torna um povo muito forte
O Brasil da Floresta Amazônica
Tem aqui Pantanal Mato-grossense
Tem os cerrados das bandas de Goiás
Ainda tem os lençóis qu’é maranhense
Tem os pampas gaúchos e as chapadas
Cataratas do Iguaçu bem desenhadas
E As dunas do povo natalense
O Brasil da Cultura Popular
Que deu luz a Seu Lunga e Gonzagão
Teixeirinha, Amâncio e Patativa
Trupizupe, e Catulo da Paixão
Zé Pretinho, Viola e Zé limeira
Cantoria e cordel no “mei de feira”
Com cantigas que lembra o sertão
O Brasil da Cultura Erudita
Que nos deu de presente o Ariano
Vila Lobos compondo musica clássica
Tom Jobim se fazendo no Piano
Tropicália de Gal e de Gilberto
E Buarque cantando tudo certo
Completando com nosso Caetano
O Brasil que produz literatura
Como fez o Machado de Assis
Castro Alves, Bilac e Guimarães
Alencar e Nabuco bem feliz
Mário, Osvald e Drumond de Andrade
Apresento pra vós essa trindade
Que deu cara a cultura do país
O Brasil de Artistas consagrados
Como a nossa Tarsila do Amaral
Portinari e o Romero Brito
Poetinha, Roberto e o Magal
De Sivuca e Jackson do Pandeiro
São artistas que o povo Brasileiro
Fez questão de botar num pedestal
O Brasil que deu coro À Bossa Nova
Que criou o Xaxado e o Baião
A catira, o Frevo e o Sertanejo
Maracatu, carimbó e o vaneirão
O Brasil do Maior São João do Mundo
Carnaval com o Samba tão profundo
Na folia de rua do povão
O Brasil que nos deu as lideranças
Da Princesa Isabel e O Virgulino
Conselheiro e o Getúlio Vargas
De Ulisses, do Lula e Juscelino
Que nos deram vitórias tão reais
Acolhendo as causas sociais
Transformando de vez nosso destino
O Brasil que produz diversidade
Com as raças e as religiões
Tem o negro, o Pardo, tem o branco
O racismo só traz desuniões
Candomblé, orixás, protestantismo
No reduto do catolicismo
Onde a fé só produz boas ações
Esse lindo país que foi pintado
Só possui as belezas que tem cá
Mesmo assim não esqueço dos problemas
Me perdoem, mas deixo para lá
Pois o mal enxergamos bem de longe
Mas o bem não encontra quem lisonge
E ruim meu Brasil nunca será
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Meu Bom Dia Com Jesus
Jesus Cristo abençoe
A todos os meus irmãos
Traga a paz, traga alegria
Nos acolha em suas mãos
Nos proteja da maldade
Nos trazendo a santidade
Para todos nós cristãos
Meu recado aos cidadãos
Sigamos na linha certa
Vigiando em orações
Não fiquem de boca aberta
Pois todo cuidado é pouco
O mundo tá muito Louco
(JOZIAS UMBELINO)
sábado, 14 de janeiro de 2017
Aos Críticos
Aos Críticos
Senhores críticos, basta/,
Deixai-me passar sem pejo/
Que um trovador sertanejo/
Vem seu pinho dedilhar/
Eu sou da terra onde as almas/
São todas de cantadores/
Sou do Pajeú das Flores/
Tenho razão de cantar/
Não sou um Manuel Bandeira/
Drumond, nem Jorge de Lima/
Não espereis obra prima/
Deste matuto plebeu/
Eles cantam suas praias/
Palácios de porcelana/
Eu canto a roça, a choupana/
Canto o sertão, que ele é meu.
Vocês que estão no Palácio/
Venham ouvir meu pobre pinho/
Não tem o cheiro do vinho/
Das uvas frescas do Lácio/
Mas tem a cor de Inácio/
Da serra da catingueira/
Um cantador de primeira/
Que nunca foi numa escola.
Pois meu verso é feito a foice/
Do cassaco corta a cana/
Sendo de cima pra baixo/
Tanto corta como espana/
Sendo de baixo pra cima/
Voa do cabo e se dana.
O meu verso vem da lenha/
Da lasca do marmeleiro/
Que vem do centro da mata/
Trazida pelo leenheiro/
E quando chega na praça/
É trocada por dinheiro.
O meu verso tem o cheiro/
Da carne assada na brasa/
Quando a carne é muito gorda/
Esquentando, a graxa vaza/
É a graxa apagando o fogo/
E o cheiro invadindo a casa.
Aqui é a minha oficina/
Onde conserto e remendo/
Quando o ferro é grande eu corto/
Quando é pequeno, eu emendo/
Quando falta ferro, eu compro/
Quando sobra ferro eu vendo/
Meu verso é feito a cigarra/
Num velho tronco a sonhar/
Que canta uma tarde inteira/
E só para quando estourar/
Que eu troco tudo na vida/
Pelo prazer de cantar.
Quem foi que disse/
Professor de que matéria/
Que o sertão só tem miséria/
Que só é fome e penar/
Que é a paisagem/
Da caveira duma vaca/
Enfiada numa estaca/
Fazendo a fome chorar.
Não pode nunca imaginar/
O som que brota/
Da cantiga de uma grota/
Quando chuva cai por lá/
O cheiro verde/
Da folha do marmeleiro/
E o amanhecer catingueiro/
No bico no sabiá.
Tem mulungu do vermelho/
Mas vivo e puro/
E tem o verde mais seguro/
Que tinge os pés de juá/
A barriguda mostrando/
O branco singelo/
E a força do amarelo/
Na casca do umbu-cajá.
Criou-se o estigma/
Do matuto pé de serra/
Que tudo que fala erra/
Porque não pôde estudar/
Só fala versos matutos, obsoletos/
Feitos por analfabetos/
Que mal sabem se expressar.
Falam no sul com deboche/
Que isso é cultura/
De só comer rapadura/
Como se fosse manjar/
Saibam que aqui/
tem abelha de capoeira/
E o mel da flor catingueira/
É mais doce que o mel de lá.
Temos poesia que exalta/
O que é sentimento/
E a força do pensamento/
De quem sabe improvisar/
Tem verso livre/
Tem verso parnasiano/
E mesmo longe do oceano/
Tem galope à beira-mar.
Zefa Tereza me ensinou/
Que prum caboclo/
Entrar na roda de côco/
Tem que saber rebolar/
Soltar um verso na roda/
Que se balança/
E no movimento da dança
Fazer o côco rodar.
a primeira poesia é do Rogaciano Leite, e a segunda, do Ivanildo Vila Nov…. As demais eu não sei. Se alguém souber…
Fonte Mel no tacho
Senhores críticos, basta/,
Deixai-me passar sem pejo/
Que um trovador sertanejo/
Vem seu pinho dedilhar/
Eu sou da terra onde as almas/
São todas de cantadores/
Sou do Pajeú das Flores/
Tenho razão de cantar/
Não sou um Manuel Bandeira/
Drumond, nem Jorge de Lima/
Não espereis obra prima/
Deste matuto plebeu/
Eles cantam suas praias/
Palácios de porcelana/
Eu canto a roça, a choupana/
Canto o sertão, que ele é meu.
Vocês que estão no Palácio/
Venham ouvir meu pobre pinho/
Não tem o cheiro do vinho/
Das uvas frescas do Lácio/
Mas tem a cor de Inácio/
Da serra da catingueira/
Um cantador de primeira/
Que nunca foi numa escola.
Pois meu verso é feito a foice/
Do cassaco corta a cana/
Sendo de cima pra baixo/
Tanto corta como espana/
Sendo de baixo pra cima/
Voa do cabo e se dana.
O meu verso vem da lenha/
Da lasca do marmeleiro/
Que vem do centro da mata/
Trazida pelo leenheiro/
E quando chega na praça/
É trocada por dinheiro.
O meu verso tem o cheiro/
Da carne assada na brasa/
Quando a carne é muito gorda/
Esquentando, a graxa vaza/
É a graxa apagando o fogo/
E o cheiro invadindo a casa.
Aqui é a minha oficina/
Onde conserto e remendo/
Quando o ferro é grande eu corto/
Quando é pequeno, eu emendo/
Quando falta ferro, eu compro/
Quando sobra ferro eu vendo/
Meu verso é feito a cigarra/
Num velho tronco a sonhar/
Que canta uma tarde inteira/
E só para quando estourar/
Que eu troco tudo na vida/
Pelo prazer de cantar.
Quem foi que disse/
Professor de que matéria/
Que o sertão só tem miséria/
Que só é fome e penar/
Que é a paisagem/
Da caveira duma vaca/
Enfiada numa estaca/
Fazendo a fome chorar.
Não pode nunca imaginar/
O som que brota/
Da cantiga de uma grota/
Quando chuva cai por lá/
O cheiro verde/
Da folha do marmeleiro/
E o amanhecer catingueiro/
No bico no sabiá.
Tem mulungu do vermelho/
Mas vivo e puro/
E tem o verde mais seguro/
Que tinge os pés de juá/
A barriguda mostrando/
O branco singelo/
E a força do amarelo/
Na casca do umbu-cajá.
Criou-se o estigma/
Do matuto pé de serra/
Que tudo que fala erra/
Porque não pôde estudar/
Só fala versos matutos, obsoletos/
Feitos por analfabetos/
Que mal sabem se expressar.
Falam no sul com deboche/
Que isso é cultura/
De só comer rapadura/
Como se fosse manjar/
Saibam que aqui/
tem abelha de capoeira/
E o mel da flor catingueira/
É mais doce que o mel de lá.
Temos poesia que exalta/
O que é sentimento/
E a força do pensamento/
De quem sabe improvisar/
Tem verso livre/
Tem verso parnasiano/
E mesmo longe do oceano/
Tem galope à beira-mar.
Zefa Tereza me ensinou/
Que prum caboclo/
Entrar na roda de côco/
Tem que saber rebolar/
Soltar um verso na roda/
Que se balança/
E no movimento da dança
Fazer o côco rodar.
a primeira poesia é do Rogaciano Leite, e a segunda, do Ivanildo Vila Nov…. As demais eu não sei. Se alguém souber…
Fonte Mel no tacho
CHUVA NO SERTÃO
Autora-Sandra Ocione
Já que choveu hoje a poesia da semana é em homenagem aos sertanejos e sertaneja guerreiros/as que aqui vivem e lutam por um semiárido mais justo
Sandra é uma poetisa sertaneja, apaixonada pelo sertão e pela natureza. Aqui, passo pra todos os amantes da vida rural este lindo poema de sua autoria.
SERTÃO É O LUGAR DA GENTE
TERRA DE UM POVO TRABALHADOR
QUE VIVE ACANHADO PELA TRISTEZA
DE VER A SUA TERRA TÃO CHEIA DE BELEZA
SER CASTIGADA PELA SECA
COM O PEITO CHEIO DE DOR.
AQUI NO NOSSO SERTÃO
POSSO BEM AFIRMAR:
LAMENTO A CONDIÇÃO
QUE É DE ARREPIAR
COMO SOFRE O SERTANEJO
NINGUÉM SABE AVALIAR!
QUANDO A CHUVA CHEGA
MELHORA A SITUAÇÃO
O SERTANEJO SE ANIMA
COM CHUVA, RELÂMPAGO E TROVÃO
É GRANDE A SUA ALEGRIA
POIS É CHUVA DO SERTÃO.
O SERTANEJO TODO ANIMADO
OLHA PARA O NASCENTE
VER A CHUVA SE PREPARANDO
QUE GRANDE SATISFAÇÃO
QUANTO É GRANDE SUA ALEGRIA
QUANDO CAI CHUVA NO CHÃO.
VEM A CHUVA DO NASCENTE
ATRAVESSA PARA O POENTE
ANIMANDO TODA GENTE
QUANDO AMANHECE O DIA
O AGRICULTOR COM CORAGEM
PEGA SUA ENXADA
E VAI PARA SEU ROÇADO
PLANTAR A SUA SEMENTE.
ELE SENTE ALIVIADO
COM PRAZER NO CORAÇÃO
PLANTANDO O SEU FEIJÃO
AGRADECENDO A DEUS
QUE NUNCA NOS DEIXA SEM PÃO.
A CHUVA MELHORA O TEMPO
O TROVÃO ANIMA A GENTE
NUVENS FORTES E O TEMPO NUBLADO
E O AGRICULTOR CONTENTE
VAI PARA A SUA PLANTAÇÃO
DE MILHO, MANDIOCA, FEIJÃO
FAVA, MELANCIA, JERIMUM E MELÃO.
RIOS CHEIOS, CACHOEIRAS RONCANDO
A ÁGUA ENCHENDO AS REPRESAS
SAPOS CANTANDO SUAS MELODIAS
O CAMPO VERDEJANDO QUE BELEZA
O GADO BERRANDO FORTE
O TOURO RISCANDO CHÃO
E A SIRIEMA ESPERTA GRITANDO
LA NO ALTO DA SERRA.
OUVE-SE A CANTIGA DO PRETO GAVIÃO
A ROLINHA FOGO-PAGOU CISCANDO
O CANTO DO GALO CAMPINA
O CANÁRIO DE ALEGRIA CANTA
ROUXINOL SALTANDO NA FAXINA
O CANTO DO CANCÃO
OUTROS PÁSSAROS EM ALVORADA
É ESSA A NOSSA GRANDE ALEGRIA
VENDO A TERRA MOLHADA
NO SERTÃO DA BAHIA
fonte:recantodasletras.com.br
Autora-Sandra Ocione
Já que choveu hoje a poesia da semana é em homenagem aos sertanejos e sertaneja guerreiros/as que aqui vivem e lutam por um semiárido mais justo
Sandra é uma poetisa sertaneja, apaixonada pelo sertão e pela natureza. Aqui, passo pra todos os amantes da vida rural este lindo poema de sua autoria.
SERTÃO É O LUGAR DA GENTE
TERRA DE UM POVO TRABALHADOR
QUE VIVE ACANHADO PELA TRISTEZA
DE VER A SUA TERRA TÃO CHEIA DE BELEZA
SER CASTIGADA PELA SECA
COM O PEITO CHEIO DE DOR.
AQUI NO NOSSO SERTÃO
POSSO BEM AFIRMAR:
LAMENTO A CONDIÇÃO
QUE É DE ARREPIAR
COMO SOFRE O SERTANEJO
NINGUÉM SABE AVALIAR!
QUANDO A CHUVA CHEGA
MELHORA A SITUAÇÃO
O SERTANEJO SE ANIMA
COM CHUVA, RELÂMPAGO E TROVÃO
É GRANDE A SUA ALEGRIA
POIS É CHUVA DO SERTÃO.
O SERTANEJO TODO ANIMADO
OLHA PARA O NASCENTE
VER A CHUVA SE PREPARANDO
QUE GRANDE SATISFAÇÃO
QUANTO É GRANDE SUA ALEGRIA
QUANDO CAI CHUVA NO CHÃO.
VEM A CHUVA DO NASCENTE
ATRAVESSA PARA O POENTE
ANIMANDO TODA GENTE
QUANDO AMANHECE O DIA
O AGRICULTOR COM CORAGEM
PEGA SUA ENXADA
E VAI PARA SEU ROÇADO
PLANTAR A SUA SEMENTE.
ELE SENTE ALIVIADO
COM PRAZER NO CORAÇÃO
PLANTANDO O SEU FEIJÃO
AGRADECENDO A DEUS
QUE NUNCA NOS DEIXA SEM PÃO.
A CHUVA MELHORA O TEMPO
O TROVÃO ANIMA A GENTE
NUVENS FORTES E O TEMPO NUBLADO
E O AGRICULTOR CONTENTE
VAI PARA A SUA PLANTAÇÃO
DE MILHO, MANDIOCA, FEIJÃO
FAVA, MELANCIA, JERIMUM E MELÃO.
RIOS CHEIOS, CACHOEIRAS RONCANDO
A ÁGUA ENCHENDO AS REPRESAS
SAPOS CANTANDO SUAS MELODIAS
O CAMPO VERDEJANDO QUE BELEZA
O GADO BERRANDO FORTE
O TOURO RISCANDO CHÃO
E A SIRIEMA ESPERTA GRITANDO
LA NO ALTO DA SERRA.
OUVE-SE A CANTIGA DO PRETO GAVIÃO
A ROLINHA FOGO-PAGOU CISCANDO
O CANTO DO GALO CAMPINA
O CANÁRIO DE ALEGRIA CANTA
ROUXINOL SALTANDO NA FAXINA
O CANTO DO CANCÃO
OUTROS PÁSSAROS EM ALVORADA
É ESSA A NOSSA GRANDE ALEGRIA
VENDO A TERRA MOLHADA
NO SERTÃO DA BAHIA
fonte:recantodasletras.com.br
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