Anúncios

sábado, 1 de abril de 2017

Jovens no Sertão do Pajeú aprendem a construir tecnologia social


Por Raimundo Bertino 
Ontem dia 31 de Março de 2017, a Comissão de Jovens Multiplicadores de Agroecologia CJMA de Flores participaram de um intercambio na comunidade Barreiros no município de Carnaiba Sertão do Pajeú Pernambucano. O intercambio foi realizado pelo Centro Sabiá, estava Presente também Lucimario Almeida técnico do Cecor. o objetivo foi conhecer o agroecossistema  da família da jovem agricultora Maria José, ela e sua são referência na região, tendo várias tecnologias, como bioagua biodigestor, cisternas, viveiro e várias outras tecnologia para a convivência com o semiárido, a família cria pequenos e médios animais, possui uma agrofloresta, assim a família está em um nível de auto-organização e de gestão bastante consolidada, e mais próxima do tripé da agroecologia que é ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justa. 
Foto: Raimundo Bertino
Neste intercambio os jovens da CJMA construíram uma "barragem base zero" A construção das barragens é feita de maneira simples: as pedras são colocadas no chão sem qualquer tipo de escavação ou colocação de argamassa, já que a própria natureza, com o passar do tempo, se encarregará de fazer a sedimentação, ela é construídas e riachos e coretos com o objetivo de contenção do solo que no perdido de chuvas os solos mais férteis vão embora coma agua.  
A juventude a aproveitou e fizeram também a comemoração do aniversário da jovem Maria José, por reconhecerem a importância dela na celebração da vida e por mostra o quanto cada jovem e importante para o bom andamento da mesma.
Foto: Daniela Silva
Maria José é coordenadora do grupo de mulheres de sua comunidade e também faz parte da CJMA. "Maria e sua família já trabalho com a agroecologia há mais de 6 anos, e temos ela hoje como uma referência da juventude no que se refere a produção agroecológica" comentar Gabriel Venâncio jovens agricultor e que também é integrante da CJMA.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Programa de Rádio Adolescente destaca temas sobre a mulher durante o mês de março



A ADESSU Baixa Verde está executando desde agosto de 2016, o projeto “Programa de Rádio Adolescente – Em sintonia com meus direitos”, que tem como objetivo empoderar jovens e adolescentes sobre o conhecimento e a reivindicação de seus direitos por meio da comunicação popular. O projeto é financiado pela Cooperação Alemã KinderNotHilfe – KNH.

Com duração de 30 minutos, o programa “Em sintonia com meus direitos” vai ao ar todos os sábados das 8h às 8h30 da manhã na Rádio Cultura FM, 92.9, de Serra Talhada, Pernambuco. Na sua grade, são abordados diversos temas que dizem respeito a luta e a conquista direitos para todos, em especial, crianças, adolescentes e jovens.

No mês de maio, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, os temas foram escolhidos com o objetivo de destacar o papel da mulher na sociedade, além de denunciar violações de direito desse público. Foram debatidos os temas: Feminismo; A mulher no mercado de trabalho; A história de uma agricultora familiar e Como a reforma da previdência afetará mais as mulheres, caso seja aprovada.


O programa é produzido e apresentado por 10 adolescentes e jovens de comunidades rurais dos municípios de Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo-PE, que vivenciam um processo de formação continuada através dos debates sobre os direitos e sobre o uso dos veículos de comunicação, como ferramentas de reivindicação. “Este programa de rádio foi e continuará sento muito importante para mim, pois ajudou na minha timidez (eu supero a cada dia a vergonha de falar no microfone, e a aceitação da minha voz), e no meu aprendizado sobre determinados temas, também contribuiu bastante para o meu avanço profissional e pessoal”, relatou a jovem Aiane Lopes.

terça-feira, 28 de março de 2017

Salgueiro garante primeiro lugar no Campeonato Pernambucano

Faltando apenas duas rodadas para o fim das partidas classificatórias do Hexagonal do Título, o Salgueiro Atlético Clube garantiu a vaga nas semifinais e assegurou o primeiro o primeiro lugar isolado na tabela. O time treinado por Evandro Guimarães venceu o Central por 2 a 0 neste domingo (26), no Estádio Antônio Inácio, em Caruaru, com gols do meia Valdeir e do lateral-esquerdo Daniel.

O Carcará do Sertão somou 19 pontos nas oito rodadas até o momento, contra 13 do Santa Cruz, segundo colocado, e 13 do Sport, que ficou na terceira posição pelo saldo de gols. O time salgueirense tem seis vitórias e não pode mais ser alcançado pelo Santa Cruz ou Sport. O Náutico, em quarto lugar, tem 12 pontos.

Matematicamente, Salgueiro, Santa, Sport e Náutico estão garantidos nas semifinais do estadual, já que o Belo Jardim e Central possuem apenas cinco pontos e mesmo que vençam os dois próximos jogos não conseguirão alcançar o quarto colocado.

segunda-feira, 27 de março de 2017

“É hora de debater sobre o modelo de produção dos alimentos", defende pesquisadora

Para Maureen Santos, momento deve suscitar debates sobre toda a cadeia de produção de carne e de outros alimentos

Por: Mariana Pitasse
 
Foto: Brasil de Fatos
Desde a última semana não se fala de outra coisa que não seja a operação Carne Fraca da Polícia Federal. A investigação encontrou irregularidades sanitárias em frigoríficos de Goiás, Paraná e Santa Catarina. Entre elas, carne estragada, aditivos acima do liberado e substâncias cancerígenas. Depois que veio a público, países como a China, Japão, Suíça e Chile impuseram embargos à carne brasileira. Para contribuir no debate sobre o assunto, o Brasil de Fato conversou com Maureen Santos, coordenadora de justiça socioambiental da Fundação Heinrich Böll no Brasil. Maureen organizou o Atlas da carne - fatos e números sobre os animais que comemos, uma publicação elaborada por pesquisadores do Brasil, Chile, México e da Alemanha, que mapeia a produção industrial de carne no mundo e como ela atinge recursos hídricos e solos, influencia as mudanças climáticas e aumenta a desigualdade. Na entrevista, Maureen fala sobre os impactos sócio ambientais da produção da carne e a necessidade de repensar a maneira como nos alimentamos.
Brasil de Fato: A que atribui toda a repercussão em torno da operação Carne Fraca na última semana?
Maureen Santos: A operação está trazendo bastante polêmica por conta das denúncias, que algumas pessoas acreditam ter um motivador político forte por trás, mas principalmente porque é um assunto que toca muito individualmente para quem come carne e também para quem não come. A partir da repercussão, vários temas ficam em evidência. Do ponto de vista do que a gente vem trabalhando, o principal deles é o modelo de produção e desenvolvimento que precisa ser revisto.
Quanto de carne é consumida hoje no Brasil?
No Brasil, se consome de 75 a 90 quilos de carne por pessoa em um ano. É uma média alta, que ultrapassa a média mundial dos países emergentes, que é de 30 quilos por pessoa em um ano. Nos últimos anos houve um aumento considerável do consumo porque a produtividade aumentou e o preço baixou.
Uma das críticas que circulou pelas redes sociais falava que enquanto a classe média discutia sobre a carne intoxicada, entre as camadas mais pobres, o clima era de comemoração porque o preço da carne havia baixado nos mercados. Você acredita que essa repercussão vai impactar, de fato, o consumo da carne no país?
Como você disse, muita gente não está tão preocupada assim com o que consome e esse é um ponto que acaba esbarrando em questões sociais, de renda e estilo de vida. Mas de imediato tem um impacto sim no consumo e a mídia tem um papel muito importante nesse processo. O noticiário só fala sobre intoxicação da carne. No entanto, a médio e longo prazo o consumo voltará a ser o que era. Agora estamos em período de alerta e aguardando a explicação das empresas, mas daqui a pouco a propaganda vai voltar com tudo e as pessoas vão retornar para sua dieta de costume. Por isso, estamos em um momento importante de reflexão. Temos que aproveitar que esse assunto está sendo muito comentado para debater o que a gente come e o modelo em que a gente está inserido. Não é só uma questão de carne estragada. Faz parte do sistema em que a carne é produzida com bastante uso de fármacos e hormônios e que percorre distâncias imensas para chegar ao nosso prato. É um modelo de produção insustentável para o planeta. Todas essas questões estão sendo invisibilizadas pela mídia para tratar apenas da carne estragada.
Além de só falar na carne estragada, o noticiário tratou como uma questão generalizada. Isso está prejudicando as vendas, alguns países já barraram a importação da carne brasileira. Qual sua avaliação sobre essa questão? A detecção de um problema em alguns frigoríficos expressaria uma tendência da produção nacional?
Vimos um número importante de frigoríficos envolvidos e grande parte deles são bem famosos, mas não acredito que seja algo disseminado na cadeia. Para exportar a carne há procedimentos extremamente rigorosos, então, não pode ser generalizado. Isso não só para a carne, mas se vermos as frutas, os legumes e os outros produtos que são exportados, têm outro padrão, de melhor qualidade do que os que permanecem no mercado nacional. Temos que lembrar que a gente vive em um sistema capitalista que tem como base a competição. Outros países estão enxergando essa falha da produção brasileira como uma oportunidade de desenvolverem seus comércios. No cenário internacional é a carne do Brasil recuando e outros mercados tentando ocupar seu espaço, isso faz parte da guerra comercial. Então, não fico surpresa que países estrangeiros estejam barrando a carne brasileira por uma questão de disputa.
Caso se comprovem as acusações de venda de produtos contaminados ou corrupção de agentes públicos e privados, quais devem ser e contra quem devem incidir as sanções legais?
Deve haver uma investigação muito profunda do que está acontecendo para punir quem for necessário. Mas a questão que mais importa nesse contexto é que as pessoas comecem a se preocupar com o que estão comendo. O tema da investigação não trata os problemas da cadeia. O debate político é importante, mas está invisibilizando o cerne da questão que não é só corrupção, mas o sistema de produção de carne que está todo errado. Esse é o assunto mais urgente, no entanto, o foco do debate está sendo desviado.
Quais as questões mais gritantes da produção da carne no Brasil?
Hoje, a produção de carne se utiliza água de forma absurda, contribui para desmatamento dos biomas, concentra renda, entre tantas outras questões. São 200 milhões de hectares destinados à produção, correspondente a nove vezes o tamanho do estado de São Paulo. Além disso, a população brasileira é de 207 milhões de pessoas, enquanto as cabeças de gado superam 210 milhões. A carne estragada vai ser corrigida por eles em pouco tempo, mas ainda sim temos que exigir um novo padrão de desenvolvimento para o nosso país, em que a produção da carne dentro dos moldes de hoje não caiba.
O Atlas da Carne aponta que a criação animal em escala industrial traz consequências como a fome. Por quê?
A produção em cadeia não é feita para atender quem está com necessidade de alimentação e sim a uma camada pequena da população. Aqui no Brasil, o consumo é mais disseminado, mas em outros países em desenvolvimento e de pobreza extrema, a nutrição que a carne traz também não é acessada. A narrativa de que é preciso aumentar a produtividade é mentirosa, porque a carne só atende às disputa do mercado. O objetivo não é o combate à fome e à pobreza, se não, o foco seria a produção camponesa. Ainda que a produção familiar e camponesa tenha aumentado nos últimos anos, com crédito e assistência técnica, definitivamente não foi prioridade.
Qual o caminho que o consumidor deve seguir a partir desse polêmica em torno da carne?
Deve servir como momento de reflexão, não só em relação a carne mas a tudo que a gente come. Voltar as atenções para a produção local é um movimento muito importante. É preciso valorizar o espaço de feiras locais, produções locais, formas de cooperação entre o consumidor e o produtor. Assim as duas demandas serão atendidas: comida de qualidade para o consumidor e renda para o produtor. É preciso pensar na agroecologia como uma alternativa. Temos que buscar novas formas. É fundamental pensarmos diferente e exigirmos a qualidade dos nossos alimentos. Temos que debater o modelo de produção dos alimentos.

Edição: Vivian Virissimo

 

sexta-feira, 24 de março de 2017

TRIUNFO SEDIA ATO PÚBLICO E SEMINÁRIO NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA


Em virtude da programação da 5ª Semana Mundial da Água, a ADESSU Baixa Verde, o Centro Sabiá e parceiros locais, realizaram nesta quarta-feira, 22 de março, em Triunfo, um Ato Público e um Seminário com o objetivo de debater sobre práticas de conservação e uso consciente da água, além de reivindicar políticas públicas de garantia dos recursos hídricos. 

A partir das 08h, membros da ADESSU Baixa Verde, Centro Sabiá, CECOR, Diaconia, Secretarias Municipais de Triunfo, Prefeitura Municipal, Escolas, Conselho Tutelar, agricultores e agricultoras se reuniram na Praça Carolino Campos, onde foram realizadas apresentações de poemas e repentes pelos estudantes e exposição de cartazes com a temática da água. 

Membros das organizações e do poder público tiveram espaço para suas contribuições. As atividades da manhã foram encerradas com um gesto simbólico pela preservação da água, um abraço coletivo no açude da cidade.

Às 14h, aconteceu no auditório do Lar Santa Elizabeth, o Seminário com o tema A Caatinga Guardiã da Água: “Reaproveite a água que você usa”. O evento teve como palestrante o professor Daniel Duarte, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Instituto Nacional do Semiárido (INSA). 

Em sua palestra, o professor Daniel fez referência ao surgimento da Caatinga ao longo da história da humanidade. E destacou que a natureza independe da ação do homem por ter sua própria transformação natural. Porém a ação

Além de representantes das organizações que estiveram durante o Ato pela manhã, também estiveram no Seminário, o professor Genival Barros, da UFRPE/UAST Serra Talhada, membros do Lar Santa Elizabeth, STR, Casa da Mulher do Nordeste, Fraternidade Nossa Senhora das Graças, Câmara de Vereadores e Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). 

“No tempo em que a previdência é atacada, direitos trabalhistas negados, toda essa perda, ver um grupo discutindo sobre um tema tão importante é uma esperança. A outra esperança é o apelo da campanha da Fraternidade com o tema Cuidadores do meio ambiente. A 5ª SEMA é um movimento de resistência da agricultura familiar agroecológica que vem se consolidando”, comentou Afonso Cavalcante, representante da Diaconia, Afogados da Ingazeira.

As atividades da Semana da Água foram promovidas por organizações sociais integrantes da Articulação no Semiárido de Pernambuco (ASA-PE), em parceria com diversos segmentos da sociedade civil, entre os dias 20 e 24 de março.

Confira como votaram os deputados federais pernambucanos sobre a terceirização ampla



A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (22), projeto de lei de 19 anos atrás que permite terceirização irrestrita em empresas privadas e no serviço público. O texto principal do projeto foi aprovado por 231 votos a 188. Entre os 20 deputados federais pernambucanos que estiveram na votação, 12 votaram a favor e oito se manifestaram contra o projeto. 

A proposta também amplia a permissão para contratação de trabalhadores temporários, dos atuais três meses para até nove meses - seis meses, renováveis por mais três.

Os deputados pernambucanos que votaram a favor do projeto foram:

André de Paula (PSD)
Agusto Coutinho (Solidariedade)
Carlos Cadoca (PDT)
Eduardo da Fonte (PP)
Fernando Monteiro (PP)
Guilherme Coelho (PSDB)
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Jorge Côrte Real (PTB)
Marinado Rosendo (PSB)
Pastor Eurico (PHS)
Ricardo Teobaldo (PTN)
Zeca Cavalcanti (PTB)

Contra a aprovação da teceirização irrestrita ficaram:
Betinho Gomes (PSDB)
Creuza Pereira (PSB)
Daniel Coelho (PSDB)
Danilo Cabral (PSB)
Luciana Santos (PCdoB)
Severino Ninho (PSB)
Silvio Costa (PTdoB)
Wolney Queiroz (PDT)

Não estiveram presentes os deputados:
Adalberto Cavalcanti (PTB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Tadeu Alencar (PSB)
João Fernando Coutinho (PSB)
Caio Maniçoba (PMDB)


Fonte: Diário de Pernambuco

quinta-feira, 23 de março de 2017

Poesia da semana: A maior riqueza da vida

Renalyy Alves
Renalyy Alves,  Filha da Terra da mãe da cantoria, Teixeira-PB, sempre gostou da arte das palavras, desde pequena foi encantada pela literatura regional do nordeste, através da sua vizinha Dona Lurdes, que sempre a motivou a ler cordéis, escutar cantoria e lhe contava historias e histórias sobre a cultura popular nordestina. Começou escrever ainda na adolescência porém no estilo livre e a mais o menos um ano a se dedicar a aprender a poesia do repente, escreve de forma amadora para expressar suas opiniões e sentimentos sobre os encantos e mazelas da vida. Grata à todos que sempre à incentivaram ingressar nessa arte mesmo de forma amadora e apreciadora do grande patrimônio de artistas populares nordestinos. Se considera na vida uma eterna aprendiz!







Por Renally Alves 
A minha inspiração 
Brota de uma lembrança 
Que trago nesse meu peito 
Do tempo que fui criança
E eu traduzo em verso 
O que ficou por herança.

Venho de um lugar simples 
Mas bem aconchegante
Que tinha a felicidade
Como fruta abundante
E seu valor  pra mim é
Maior que qualquer brilhante.

Lá eu já derramei lágrimas 
De alegria e de tristeza
Da vida reconheci 
Qual é sua maior riqueza
Que é ver nas coisas  simples
O poder da sua beleza.

Ilustração: Leandro Alves 
Ambos de Teixeira- PB

Anuncie

Anuncie
Aqui